Sergio Torretta

Ministrando workshops de arte-inclusão o artista dá a oportunidade de pessoas com e sem deficiência terem contato com a arte

Inserida em: 12/3/2004

Reportagem: Claudia Gisele Pinto

Aos 18 anos, nunca havia passado pela cabeça de Sérgio Torreta, 31 anos, a idéia de se tornar um artista plástico. Os acontecimentos o encaminharam para essa profissão, fazendo com que descobrisse que tinha o dom de pintar artisticamente. As circunstâncias que fizeram o artista ir à primeira aula de pintura, a princípio, estavam contextualizadas em momento difícil. Torretta se recuperava de um acidente que o deixou tetraplégico e, por insistência da mãe, começou a pintar como forma de terapia. Uma vez apresentado ao mundo artístico, Torretta descobriu potencialidades que desconhecia ter e passou a dedicar sua vida à arte.

O trabalho ganhou novos rumos quando o artista começou a ministrar worshops de pintura, voltados para pessoas com e sem deficiência. A idéia desse trabalho surgiu de um evento que Torreta participou no Rio Grande do Sul. Lênia Luz Nogueira, que é namorada do artista e fonoaudióloga, estava coordenando o evento junto com o Instituo Pestalozzi de Canoas. Na oportunidade Torretta ensinou técnicas de pintura em massa acrílica para crianças. Surgiu então a idéia de realizar um projeto de arte-inclusão e após 4 meses, Torreta e Lênia organizaram o primeiro workshop.

Sentidos:Há quanto tempo se dedica a pintura?
Sérgio Torretta.:
Com gosto e seriedade há cerca de 8 anos, mas a primeira vez que peguei em um pincel para pintar foi em agosto de 1994.

S:Você sempre teve dom para pintura ou começou a atividade como uma terapia?
S.T.:
Sempre nascemos com algum dom mas, ás vezes, ele que pode ficar adormecido. No meu caso, só o descobri depois que me acidentei. Comecei a pintar como terapia, para sair de casa, ver gente na rua, tomar sol, conversar.

S:Você se acidentou aos dezoito anos e teve uma lesão em 3 vértebras (é isso?). Como tudo aconteceu?
S.T.:
Sim, estava com 18 anos e era o último fim de semana de férias. Até então, iria começar o 2º ano do ensino médio (antigo 2º grau) e estava num churrasco na casa de um conhecido com um grupo de "amigos". Estávamos nos preparando para irmos embora quando decidi dar um último mergulho para refrescar o corpo e foi aí que tudo aconteceu. Mergulhei de ponta e fui de cabeça no fundo da piscina, fraturei as C4, C5, e C6 (vértebras do pescoço). Perdi na hora os movimentos do corpo e fiquei boiando de bruços a espera de alguém perceber o que tinha acontecido e me tirar da piscina. Depois tive que enfrentar um hospital despreparado, uma cidade despreparada, além de eu próprio estar despreparado.

S:Você ainda era adolescente. Como foi para lidar com o que havia acontecido?
S.T.:
É verdade, estava naquela idade em que achamos que somos o máximo, que nada pode nos acontecer. E é aí que mora o perigo. Depois que tudo acontece, e esse foi meu caso, lidar com o desconhecido foi muito difícil.

S:Com que tipo de apoio você pôde contar para superar os momentos difíceis?
S.T.:
O apoio da família é essencial, quando falo família, é pai, mãe e irmãos. E minha família foi muito importante em minha recuperação. É com eles que posso contar sempre. Me deram segurança e apoio para continuar a tentar levar uma vida quase normal. Logo após me acidentar e até hoje conto com eles em todos momentos de minha vida. Amigos!? Acho que na grande maioria dos casos os amigos somem depois que nos acidentamos.

 Hoje, como você entende a deficiência?
S.T.:
Hoje vejo a deficiência como um"deficiente". Aprendi a lidar todos os dias com barreiras arquitetônicas, preconceitos e a exclusão social como um todo. No entanto, trabalho nas minhas eficiências e convivo muito bem com minha deficiência procurando melhorar minha qualidade de vida com aquilo que é possível.

S:No seu site, você conta que a Internet o ajudou a descobrir um novo mundo, que o ajudou a entender que poderia levar uma vida normal. Foi nesse momento que você retomou sua vida? Voltou a fazer amigos, namorar, ter independência..... S.T.:Sim, esse foi o ponto entre o antes e o depois. Onde descobri que não era o único deficiente na face da terra (risos), principalmente depois que entrei numa lista de discussão na internet voltada a PPDs, onde conheci e fiz muitos amigos. Gente que trabalha, que namora, que estuda, que viaja, enfim, gente que VIVE. Estimulado por uma amiga da lista, a Fernanda Grimberg, voltei a estudar e terminei o ensino médio. Hoje estou namorando com a Lênia e trabalhamos juntos em um projeto de arte-inclusão.

 S:Voltando a pintura. Você considera que a atividade artística colaborou para sua reabilitação emocional?
S.T.:
Certamente, para eu ir à aula de pintura tinha que sair de casa, para sair de casa tinha que me arrumar e isso foi trabalhando minha auto estima. Tinha vergonha de sair de casa e enfrentar os olhares das pessoas. Com as aulas de pintura veio a vontade de aprender mais, aprimorar minha técnica, fazer novos amigos, conversar, enfim, sair de casa.

S:Como foi quando começou a perceber que tinha um dom artístico?
S.T.:
Foi quando pintei minha primeira tela sozinho em casa sem nenhuma ajuda, sem nenhum traço da professora de pintura. E saiu razoavelmente boa (risos)! Isso demorou cerca de 1 ano de pintura. Sou muito perfeccionista com tudo o que faço e até achar que tinha dom demorou um pouco.

S: A pintura virou sua profissão. Como é seu trabalho, o que você busca representar através dos quadros que faz?
S.T:
Trabalho com pintura à óleo e sou bem eclético nos estilos. Gosto de pintar casarios, paisagens, marinhas, florais, naturezas mortas, modernos e abstratos. Quando inicio uma tela penso na harmonia das cores e em passar um bem estar para as pessoas que irão apreciar meu trabalho. Quando recebo pedidos de encomendas, muitos deles através do meu site, procuro trabalhar em cima do desejo do comprador sem deixar a minha emoção durante a produção da tela de lado.

S:Como são os workshops que você ministra? Eles são voltados apenas para pessoas com deficiência? O que você procura passar?
S.T.:O Workshop faz parte do projeto de arte-inclusão que eu e Lênia trabalhamos. Iniciamos o workshop com uma mini palestra onde conto um pouco sobre como me acidentei, como descobri a pintura, explico um pouco sobre as cores que usaremos na pintura, faço as pessoas sentirem a tela para tirar a ansiedade inicial e depois sim começo a aula. As pessoas se soltam aos poucos e acabam totalmente relaxadas no fim do workshop. Quando decidimos montar esse workshop que acabou virando um projeto de vida, decidimos que seria aberto à todas pessoas e o intuito principal era promover a inclusão entre deficientes e não deficientes. Em todos workshops que já ministramos houve essa integração entre o deficiente e o não deficiente, dos 7 aos 80 anos. Procuro passar que tudo é possível, que podemos sempre ir um pouco mais além do que pensamos ser realmente capazes de fazer.

S: Como será sua participação na Reatech de 2004?
S.T.:
Participaremos como expositores e ministraremos também um workshop de pintura à óleo com motivo abstrato com uso de massa acrílica. È uma técnica que dá um auto relevo bem interessante nas telas. A exposição será na Galeria de Artes da feira nos dias 25 a 28 de março e será aberta ao público. Para os interessados no workshop as informações e inscrições estarão abertas até o dia 18 via internet nos e-mails storretta@bol.com.br ou lenia_luz@hotmail.com . Horários: 25 e 26 das 13 às 21 hs - 27 e 28 das 10 às 19 hs Meu site: http://www.vidaearte.com

Fonte: Revista Sentidos
http://www.sentidos.com.br/canais/materia.asp?codpag=5714&codtipo=1&subcat=54&canal=talento

 

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